CAPELANIAS

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ANDERSON GUERRA

CAPELANIA PRISIONAL

Resumo do testemunho do missionário que relata sua experiência dentro do sistema prisional, seu batismo, casamento e hoje fora do cárcere, expressa algumas conquistas e, seu alvo missionário por aqueles que estão onde um dia ele também passou:

“Deu-se em consequência um tanto atípica, mais precisamente dentro de uma delegacia de polícia. Isso, exatamente assim! Em 10 de agosto de 2004, estava em uma cela gelada e superlotada, como é a de qualquer cadeia brasileira, quando uma voz estridente, o mensageiro de Cristo, no fundo de uma cela recitava o texto de Romanos 8.1. Em sua pregação ele dizia não haver condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus. Era tudo que o ouvinte precisava ouvir. Apesar da possibilidade da condenação humana, o preso em Cristo Jesus nosso Senhor sabe da certeza do livramento da condenação Eterna. Eu precisava ouvir naquele momento aquela mensagem. Foi ali que entreguei minha vida à Cristo como Senhor e salvador da minha vida. Dentro do sistema prisional eu e minha família passamos por muitas coisas juntos, mas ainda preso me batizei, terminei estudos, me casei, e então Deus me conduziu e ingressei no seminário de teologia batista. Hoje a minha área de atuação enquanto pr. Missionário Anderson Guerra, ex-detento, é a missão de ir ao encontro dos encarcerados, cumprindo o meu chamado no ministério de capelania prisional no sistema penal fluminense, que até então, afirmo, ser uma potência encarceradora.”  Testemunho pessoal do pastor missionário Anderson Guerra que foi resgatado para Cristo Jesus dentro da prisão.

 

A pandemia impediu efetivamente os capelães de adentrarem nos presídios e realizarem a missão que Deus os outorgou. No entanto, o testemunho acima consiste em mostrar a relevância das Igrejas de Cristo Jesus no contexto prisional e sua atuação na ressocialização e reinserção do egresso do sistema penitenciário brasileiro.

O cenário é catastrófico: a estatística da superlotação do sistema penal brasileiro; a caótica e asfixiante realidade da reincidência dos egressos por falta de investimentos; somadas a inércia, ineficiência, inoperância das autoridades competentes, em que os presos são tratados como animais enjaulados. É triste a realidade do crescimento da reincidência, que oscila em torno de 70 a 85%, segundo dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (INFOPEN).

Diante deste cenário caótico, o pastor missionário Anderson Guerra advoga categoricamente que em nosso campo fluminense, sem modéstia, as Igrejas Batistas têm fundamental relevância no quesito ressocializador, bem como na reinserção do apenado. Essa argumentação tem fundamento e meta de potencializar, gerar a unidade da Igreja como corpo, cuja cabeça é Cristo, que tem como norte a missão da comunhão das Igrejas Batistas em direção às cadeias das cidades.

Torna-se notória a relevância do mandato de Cristo dentro do sistema propriamente dito, em que a administração penitenciária é a maior beneficiada com o trabalho intramuros, mas sobretudo vale salientar, que o maior impacto será absorvido pela própria sociedade como um todo no que concerne à diminuição da reincidência criminal por causa do novo nascimento dos presos evangelizados e gerados pelas Igrejas Batistas existentes no local.

 

A história do Pr Anderson Guerra é a de alguém que foi alcançado pela capelania prisional, deixando assim registrado, endossado, que com muito trabalho, estratégias, metas, mas sobretudo oração, união e parceria entre as igrejas junto ao Departamento de Evangelismo e Missões da nossa Convenção é possível atingir o alvo que é a salvação da alma do encarcerado e devolvê-lo para a sociedade transformado pela ação do Espírito Santo de Deus.

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PAULO GIOVANNI

LAR BATISTA ANTONIO SOARES FERREIRA

Tenho a alegria de ter sido enviado ao campo missionário por Missões  Estaduais no mês de outubro de 2015, para atuar na Capelania no Lar Batista. Chegando ao campo cheio de expectativa, veio um pensamento de que aquele lugar seria o ponto final para os idosos que ali estavam. Entretanto fui ministrado pelo Espírito Santo que falou ao meu coração que não seria o fim, e sim um início de uma nova vida com Cristo para todos aqueles que chegassem ao Lar Batista sem um encontro com Ele. 


Tive alegria de ao longo desse tempo conduzir alguns irmãos ao batismo. Lembro-me também que muitos aceitaram Jesus e foram recolhidos pelo Senhor. Em alguns encontros tive a alegria de ver muitas vidas sendo transformadas pelo poder do Espírito Santo. Pude acompanhar uma senhora que dependia de ajuda para tudo que ia fazer, sem motivação para vida, pois a situação em que se encontrava havia tirado a sua alegria. Ao vê-la sem nenhuma perspectiva e totalmente triste com a vida, após alguns encontros, compartilhando de Jesus, ela veio a firmar a sua fé em Cristo Jesus como Senhor. Aquela Senhora sem alegria já não existia mais e foi conduzida ao batismo.


Lembro-me também da chegada de uma senhora chamada Matilde. Começamos um relacionamento conversando sobre as coisas da vida. Ouvia dela o relato de várias de suas lutas, mas não me lembro de vê-la reclamando da vida. Ela havia ficado viúva ainda nova e com um casal de filhos, sendo a menina especial, criou os filhos, os viu falecerem, chegando aos seus 87
anos. Era uma das que nos inspirava, porém lhe faltava uma coisa: Receber a Cristo. Aprendi nesse trabalho com a senhora Matilde, que relacionamento é muito importante para se compartilhar Jesus. Assim pois, aconteceu, durante uma de nossas conversas ela me perguntou: o que preciso fazer para ser salva? Respondi-lhe prontamente que era necessário que ela aceitasse a Jesus como seu Salvador. Durante mais dois encontros ela me respondeu positivamente que recebera Jesus como seu Salvador. 


Ao longo desse tempo temos tido muitas vitórias, conquistas e alegrias em estar servindo ao Senhor pois um lugar que parecia o fim, na realidade tem sido o recomeço para muitos que têm recebido a Jesus como Senhor e Salvador. Tem sido uma alegria representar a igreja de Cristo neste campo. Que o Senhor abençoe sua vida.

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RODRIGO CUNHA

CAPELANIA PRISIONAL

Olá, sou Pr. Rodrigo Cunha, seu missionário em Missões Estaduais em capelania prisional em Itaperuna, extremo norte do Estado. Nosso trabalho é assistir os detentos, pregando o evangelho de Cristo àqueles que ali estão e transmitindo os valores do Reino de Deus para que haja cada vez mais oportunidades de salvação e regeneração naqueles que estão ou estiveram envolvidos no crime. Este é um trabalho duro, mas muito realizador pois estamos fazendo exatamente aquilo que Jesus faria neste tempo de tanta criminalidade, corrupção e maldade em nossa sociedade.

Trabalhar entre os internos nos ensina a paciência, tolerância e a humildade. Quantas vezes temos que nos ajustar às normas ou procedimentos internos que nos dificultam o acesso necessário a eles. Temos que nos adaptar. Quanto a projetos evangelísticos, muitas vezes, precisamos mudar programas e desenvolver outras estratégias para alcançar o mesmo objetivo, lembrando sempre que ali, estamos trabalhando não em regime aberto, com liberdade, mas sim em regime fechado onde tudo e todo acesso é difícil para assistir alguém com muitas normas de segurança!

Trabalhar como pastor missionário ali é saber SEMEAR. Sim, semear e aguardar a colheita pacientemente, sem se importar com o tempo, mas sabendo que os frutos virão na hora certa do Senhor. Já tenho 16 anos de trabalho entre as celas carcerárias e neste tempo vimos muitos serem salvos, mudarem suas vidas pelo poder do evangelho, serem batizados e agregados a uma igreja, inclusive batistas. Suas vidas mudam até no aspecto do interesse pelos estudos e pelo trabalho sério.

O campo missionário penitenciário, onde nosso Departamento de Missões Estaduais atua e investe através de nós, é um campo riquíssimo, valioso para o Reino de Deus, todavia se não houver investimento da igreja, do seu povo, o termômetro da violência nessa sociedade pode piorar ainda mais do que está. E o resultado deste investimento missionário são vários ex-meliantes, ex-roubadores, ex-assassinos, ex-traficantes, etc, agora crentes, transformados. Muitos destes lá de dentro mesmo das celas exerciam e exercem uma forte influência aqui fora. Quando se convertem essas influências são para o bem, mas os que não se convertem de lá mesmo muitas vezes comandam o tráfico de drogas, os homicídios, tudo de dentro das prisões!

Investir na evangelização destas almas não é só oferecer oportunidade de Salvação a eles, mas também de certa forma uma salvação social a nós mesmos, se é que meu leitor me entende! Nossos cultos são repletos de pessoas, com muitas conversões e arrependimentos ou reconciliações e manifestações de fé e louvor. Realizo-me em servir aqui! Vale muito a pena o que fazemos! No momento, desde o início da Pandemia, tivemos que parar todo nosso trabalho em nossa carceragem, por determinações de segurança do governo do Estado.

Oremos por nossa igreja ali na prisão, já há mais de um ano sem assistência nossa e orando por nós, por nossas igrejas batistas aqui fora, seus membros e pastores.

Nossas metas maiores são: além de voltarmos ao cárcere, o mais breve possível, e poder auxiliar a família prisional, amparando de alguma maneira, principalmente, no quesito alimentação, assistência psicológica terapêutica e de vestuário às famílias.

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LUCAS CASTOR

CAPELANIA UNIVERSITÁRIA

A empreitada missionária é sempre desafiadora, pois lida com pessoas e contextos diferentes. E é assim que vivemos a realidade missionaria dentro campus universitário da UFRRJ, na cidade de Seropédica: há cada período que se inicia, encontramos novos alunos que trazem consigo sua bagagem de viagem, bem como a de vida.

Desde de 2016 viemos servindo nesse campo com muita dedicação, vivendo o cotidiano universitário e seus desafios, dando suporte espiritual e emocional a jovens que transitam durante 4-5 anos para se graduar. Longe dos pais, em uma terra desconhecida, e com muitas ofertas perigosas; é nesse contexto que nosso trabalho se desenvolve, buscando alcançar o universitário descrente e fortalecer o universitário cristão.

Com a pandemia vieram novas dificuldades e com elas as necessidades de resoluções: perdemos a liberdade de estarmos acompanhando presencialmente a vivência universitária, e com isso, nosso acompanhamento discipular se converteu num formato remoto. Aconselhamentos online, discipulado, e o acompanhamento de alunos durante 2020-2021 foram realizados com muita dedicação, mesmo que de forma remota, até recebermos a segunda dose da vacina e desenvolvermos um trabalho hibrido.

A universidade lacrada e em quarentena também dificultou a estadia de alunos que ficaram na universidade residindo nos alojamentos e, sem o auxílio do restaurante universitário, a complicação na alimentação de muitos alunos aumentaram. A capelania ao ficar a par da situação, buscou o apoio de igrejas parceiras que nos ajudassem com doações de alimentos para a montagem de cestas básicas e, para a glória de Deus, desde de junho de 2021 sustentamos 24 alunos e distribuímos mais de 150 cestas nos alojamentos.

Nos últimos 5 anos vivemos muitas experencias especiais, pela graça de Deus, e semeamos a mensagem do evangelho sobre muitas vidas. Estamos voltando gradualmente às atividades no campus. E queremos continuar servindo ao Senhor nessa grande empreitada, realizando mais visitas, atendendo na sala da capelania com aconselhamento a novos alunos e a jovens cristãos que estão na Rural. Nossa meta é realizar mais encontros com os universitários, como o projeto “Teologando”, por exemplo, que discute temas diversos à luz da Palavra de Deus.

Você faz parte de tudo isso e seu apoio em oração e adoção nos fortalece no propósito de ser instrumento do Reino de Deus para salvação dos estudantes universitários. Nos ajude em oração, e seja um parceiro desse trabalho! Que Deus nos abençoe!

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PAULO OGG

CAPELANIA HOSPITALAR

Hospital da Posse e Maternidade Mariana Bulhões ficam no bairro da Posse, em Nova Iguaçu, cidade com mais de 900 mil habitantes. É neste contexto que Missões Estaduais se faz presente e faço, a cada semana, ações pontuais, necessárias para que a assistência aos enfermos continue acontecendo. 


Com o COVID-19 e seu avanço devastador, ocenário de um hospital foi alterado, sua rotina transformada e vidas ceifadas. A capelania, em seu plantão diário, busca atender às demandas dos setores, em acordo com a equipe técnica da saúde e fazendo uso de equipamento de proteção. Com esses critérios adotados e seguros, atuamos com pacientes,
familiares e servidores.


Com a parceria de igrejas e amigos, recebemos máscaras, álcool em gel (bombonas), frascos/ bisnagas para álcool em gel (pequenos frascos) para uso dos capelães e oferecimento àqueles que disto necessitem. A cada semana, o encontro de capelães com servidores, num momento de oração e clamor, tem marcado o trabalho da capelania. Dona Sonia, que atua como reguladora de fluxo, portaria, do Hospital da Posse, disse: Como é bom ter vocês por perto, orando com a gente!
Assim, a cada chegada da equipe, uma roda de oração é feita na recepção do hospital.


Recentemente a capelã Fátima do Rosário, missionária voluntária, que atua na Maternidade Mariana Bulhões, relatou: Atendi a parturiente “X”, com uma gravidez de alto risco, mas o bebê não resistiu e morreu. A capelã estava ali para confortar aquela mulher. O marido, vendo a dedicação da capelã, disse: Você me ajudaria a vestir o bebê, no caixão?
A missionária, não somente ajudou, mas foi ao sepultamento onde levou uma palavra  de alento para aquela família. É tempo de reconstruir os sonhos dessa família, e a presença da capelã foi pontual e abençoadora. Recentemente, tivemos uma experiência pós atendimento muito interessante, na cidade  de Queimados. Internada em dois momentos distintos, certa mulher que estava afastada do evangelho, recebeu o atendimento da equipe que manteve com ela um bom relacionamento. 


Com as ações da capelania, no atendimento diário, ela se reconciliou com Cristo, entende ser o momento de reconstruir. Um mês, após a alta, eu e mais três capelães estivemos em sua casa e ali celebramos com ela e sua  família. Estar na pediatria, contando histórias foi outro desafio. Reconstruir, ressignificar esse momento de interação. Nesta etapa de pandemia, registro, como missionário, que não paramos de atuar, embora hospitais diversos tenham cessado as atividades, contudo, implantamos uma nova capelania na cidade de Saquarema, Hospital de Bacaxá, desde novembro de 2020.  


Se o tempo é de reconstruir, conto com suas orações, parceria, oferta, pois a obra do Senhor não para.

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EDSON SILVA

CAPELANIA MILITAR

O capelão militar e Pr Edson da Silva tem cooperado com a expansão do Reino entre cerca de 20 mil militares divididos em 53 Organizações Militares. Oficial do Exército Brasileiro, o missionário desenvolve uma série de atividades e ainda pastoreia a Igreja Evangélica da Vila Militar, em Deodoro, no Rio de Janeiro.

 

O trabalho é intenso. Sob a responsabilidade do capelão estão as mensagens em formaturas e reuniões com oficiais, cultos em quartéis e gravação de vídeos para mídias sociais com mensagens de fé e esperança para a tropa, realização de cultos fúnebres, visitas aos enlutados, aos enfermos e encarcerados.

 

O capelão atua como missionário estratégico dentro da organização e no ambiente militar. É um forte aliado também na promoção da saúde integral e bem-estar dos militares, auxiliando também de modo preventivo na diminuição de ocorrências de males crescentes na sociedade atual como ansiedade, depressão, drogas lícitas e ilícitas e suicídio.

 

Outra ação realizada pelo capelão em parceria com Gideões Internacionais foi a distribuição de mais de 50 mil Novos Testamentos camuflados. O missionário ainda realizou 9 batismos em 2021 e participou de uma ação humanitária com refugiados juntamente com a ONU em Roraima. De volta ao Rio de Janeiro, foi responsável em acompanhar 17 famílias que foram afetadas na tragédia de Petrópolis-RJ.

 

“Missões pode ser feito em qualquer lugar, basta entendermos que de modo físico somos o braço, as mãos, os pés, os olhos, os ouvidos e a boca de Deus para aqueles que ainda não o conhecem”, pastor e missionário capelão militar Edson Silva, ao destacar sua contribuição com abra de missões no estado.

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JOANA RAPHAEL

CAPELANIA ESCOLAR

Sim, é tempo de reconstruir! Reconstruir trajetórias! Redescobrir sonhos ou quem sabe, ensinar a sonhar e a realizar.

 

O Projeto Escolhas tem a missão de possibilitar aos adolescentes e jovens que estejam cursando do 9º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio uma melhor percepção de si mesmos, reduzir a ansiedade por uma escolha, planejar e iniciar a construção de suas trajetórias profissionais, estimular a descoberta de novas habilidades, apontar caminhos onde possam concretizar seus projetos de vida e alcançar a felicidade. Tudo isto firmado nos princípios cristãos.

 

Somos 11 capelães escolares envolvidos no Projeto Escolhas (adolescentes e jovens) e no Fábulas e Parábolas (crianças). Atuamos em nove municípios. Já alcançamos mais de 15 mil adolescentes e jovens para glória de Deus.

 

Na pandemia reinventamos nosso ministério. Nada parou! Os aconselhamentos, palestras e oficinas prosseguem no WhatsApp e outras plataformas digitais.  Os capelães têm auxiliado professores e alunos em suas necessidades emocionais e de segurança alimentar. Mesmo o isolamento social tendo trazido demandas missionárias extras, também trouxe o sentir Deus conduzindo a história dos seus escolhidos. Ele tem ensinado como agir nesse tempo. Ele tem enchido os corações de esperança. Sim, Ele segue reconstruindo. Ele segue amando e fazendo a história conosco.